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Pesquisa do IF Baiano Catu com casca de mangostão é destaque nacional
Última atualização: 11/07/2019 - 19:53 horas | Data de publicação: 16/05/2019 - 15:29 horas

No dia 03 de maio de 2019 uma equipe de reportagem do Jornal Correio visitou o Instituto Federal Baiano campus Catu a fim de elaborarem uma reportagem acerca de uma pesquisa desenvolvida pelo instituto, a pesquisa em questão orientada pelo Professor Saulo Capim é a utilização de farinha de mangostão no tratamento da diabetes. Você pode encontrar o link da notícia aqui.

A casca de um fruto comum no extremo sul da Bahia e utilizada como mero resíduo agroindustrial, vem sendo estudada por pesquisadores baianos para uma finalidade muito mais significativa: auxiliar no tratamento de pessoas com diabetes. Trata-se do mangostão (Garcinia mangostona L.). Após resultados positivos em análises das propriedades da casca do mangostão, pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) trabalham no processamento de uma farinha que possa ser incorporada na alimentação de diabéticos.

Rica em carboidratos, proteínas, fibras e flavonóides, a casca do mangostão, segundo resultados da pesquisa, é uma considerável fonte de compostos de importância nutricional, podendo servir como matéria-prima para a indústria alimentícia e agregar valor aos subprodutos do fruto do mangostão.

O diabetes é um problema de saúde pública que afeta grande número de pessoas em todo o planeta. Estima-se que a população mundial com diabetes seja da ordem de 387 milhões e que alcance 471 milhões em 2035. O Brasil é o quarto país com maior número de diabéticos no mundo, segundo o International Diabetes Federation (IDF). De acordo com dados de 2018 do Ministério da Saúde, são 12,5 milhões de brasileiros afetados. Diversos estudos epidemiológicos indicam que hábitos de vida, especialmente os alimentares, são fatores de proteção da doença.

Dessa forma, o projeto de pesquisa desenvolvido no IF Baiano – Campus Catu, nasceu com o propósito de buscar alternativas viáveis para melhorar a qualidade de vida da população que sofre de diabetes. De acordo com pesquisador e orientador do projeto, Saulo Capim, a ideia de investigar o potencial da casca do mangostão surgiu a partir de conversas com produtores rurais. “Os mesmos indicavam que, para tratar a diabetes, preparavam uma infusão das cascas do mangostão, depois, ingeriam antes das refeições. E assim, muitos conseguiam diminuir os teores de açúcar no sangue”, relata.

A eficácia do uso mangostão foi confirmada após análises físico-químicas da casca do fruto, que identificaram, além do alto teor de fibras, lipídios e proteínas, uma substância conhecida por pectina, a qual auxilia no processo de eliminação da glicose no sangue. “Esta propriedade tem como função reter líquidos e formar um gel que pode absorver as substâncias em excesso no organismo dos diabéticos”, explica o estudante e integrante do projeto, Iago Ferreira.

Em maio de 2018, o trabalho foi um dos destaques da Expo MILSET Brasil, conquistando o 2º lugar na categoria Ciências Agrárias. O evento anual busca valorizar trabalhos de ciência, tecnologia e inovação de jovens pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Além da premiação, o trabalho dos pesquisadores do Campus Catu do instituto federal foi credenciado a participar da MILSET mundial, evento que irá ocorrer em Dubai, nos Emirados Árabes, em agosto deste ano.

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