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Especial - Ano 2 - Março de 2012 
 
 

 

IF Baiano consolida conquistas históricas no Campus Catu

Um marco para o Instituto Federal Baiano e comunidade do estado. No último dia 06, o IF Baiano realizou solenidade de inauguração de estruturas pedagógicas e lançou a Pedra Fundamental de novas instalações físicas no Campus Catu. O laboratório de solos, uma base geodésica e uma piscina semi-olímpica são os novos espaços de aprendizagem do IF Baiano. Além disso, o evento celebrou o lançamento da Revista Ciência Júnior – publicação elaborada por professores e alunos que atuam no Instituto e na educação científica da Bahia.

O Campus Catu é oriundo de uma das mais tradicionais escolas agrotécnicas do Brasil. Essa unidade testemunhou, desde o século XIX, todas as transformações da Educação Profissional, atravessando muitos períodos críticos. Desde que passou a integrar a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, no ano de 2008, muitos avanços têm se concretizado e muitos sonhos antigos têm se realizado, representando possibilidades reais de desenvolvimento regional através da Educação.

O evento sintetiza um conjunto de conquistas adquiridas ao longo do tempo, a partir, principalmente, do empenho de muitos educadores. A cerimônia reuniu, entre outras autoridades: o reitor do IF Baiano, Sebastião Edson de Moura; o diretor geral do Campus Catu, Alex Batista Dias; a prefeita municipal de Catu, Gilcina Carvalho; os vereadores municipais de Catu José Carlos Seles Soares, Carlos Luiz de Araújo Alves (Nego) e Adilson Mota; a coordenadora regional e diretora administrativa da Diretoria Regional de Educação (DIREC III - Alagoinhas), respectivamente, Marli Araújo e Edilza Santos; além de estudantes e ex-alunos, servidores do Instituto, outros profissionais da Educação, pesquisadores do estado e comunidade em geral.



Além das inaugurações, o instituto planeja a construção de um novo prédio no Campus Catu

 

Evento inaugura instalações e lança base para projetos futuros



Durante a solenidade, o diretor do Campus Catu, Alex Batista, fez uma ligeira retrospectiva da implantação desta unidade do IF Baiano, originada da antiga Fazenda Modelo de Criação e posteriormente transformada em Escola Agrotécnica Federal (EAF) – nesse caso, uma das primeiras de todo o Brasil. O professor expôs sobre a integração das EAF para a constituição do Instituto Federal Baiano e as implicações desse processo para a comunidade. “Embora a agropecuária seja uma atividade muito importante por onde acontece, o IF Baiano vem se tornando uma instituição abrangente nas diversas áreas do conhecimento. O Instituto agora atende à indústria, também”, ressalta Dias.  

O diretor se referiu à Indústria Petrolífera presente na região como propulsora da economia local e citou as parcerias que o IF Baiano tem firmado com a Petrobras S.A e empresas parceiras na implantação e manutenção do curso Técnico de Operação e Produção de Petróleo, por exemplo, no Campus Catu. Inclusive, esteve presente na solenidade, compondo a mesa de honra, a Gerente de Laboratório da Petrobras na Bahia, Maria das Graças Porto.

Esse evento de inauguração de instalações também confirma o resultado de parcerias do Instituto. Atualmente, por exemplo, o IF Baiano mantém boas relações com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que possui um escritório no espaço do Campus Catu. “A CPRM tem empregado nossos técnicos formados, além de monitorar os projetos do IF Baiano destinados à exploração dos recursos hídricos e minerais para as atividades de pesquisa e extensão”, relata o diretor.

O Reitor do IF Baiano, Prof. Sebastião Edson de Moura, que também já foi professor do Campus Catu, comentou sobre as conquistas para o Instituto e para a comunidade. Para o dirigente, os resultados de investimentos em Educação são proporcionais às transformações da sociedade e de seus modos de produção, o que no caso do IF Baiano não foi diferente. “Até então, fazíamos pequenos arranjos para mudar as nossas instalações. O espaço que hoje constitui o IF Baiano originou-se de uma fazenda. Há quase 48 anos, as instalações agropecuárias foram somadas às salas de aulas e aos setores administrativos, formando uma escola. Mas, em 2008, nos transformamos em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. E tudo que um Instituto precisa em estrutura física e equipamentos nós montaremos”, garante.



Laboratório de Solos

Durante a cerimônia, o público se deslocou para conhecer o novo Laboratório de Solos. Com esse novo equipamento, “os alunos ganham possibilidades múltiplas de testar o conhecimento teórico, descobrir e compreender melhor os ensinamentos que nos livros não são bem compreendidos. Esse ganho é para a comunidade, com a formação de profissionais mais seguros e bem preparados para o exercício da sua profissão”, ressalta Rosane Dias,  mestre em Ciências Agrárias.

Equipamentos novos e com tecnologia de precisão auxiliarão os pesquisadores e profissionais do Instituto para realizar análises de solos.  A docente complementa: “o solo é um dos fatores de produção agrícola e o monitoramento deste componente, em campo e no laboratório, através dos seus indicadores químicos, físicos e biológicos, é essencial para o acompanhamento de produção dos sistemas agropecuários e para avaliar o impacto dos mesmos no ambiente.” 

Para o diretor do Campus, mais importantes são os benefícios que a comunidade obtém com essas conquistas. “Já é uma realidade que os pequenos produtores agropecuários, por exemplo, são capacitados por nossos profissionais e pesquisadores. Além disso, as associações de pequenos produtores dos mais variados segmentos agropecuários estabelecem uma troca positiva de conhecimento e produção com o Instituto”, destaca Alex Dias, que também é Engenheiro Agrônomo. De acordo com o Reitor, a população sempre será contemplada nos programas desenvolvidos pelo Instituto. “Todos os trabalhos de análises de solo, por exemplo, tinham que ir para a Embrapa ou empresas particulares. Hoje, o IF Baiano já tem condições de começar a trabalhar com análises de solos nessa região”, revela.

Diretor Alex Dias e o professor Luís Geraldo Sória cortam a fita inaugural do Laboratório de Solos



Base Geodésica

Desde o ano de 2010, o Campus Catu dispõe de um curso Técnico em Agrimensura. O profissional formado nessa especialidade está apto a trabalhar com demarcação de terras, urbanismo e localizações geográficas. Durante o curso, o estudante tem contato com cartografias e com ferramentas da informática para auxiliar no entendimento e no levantamento de topografias, além de elaborar e entender mapas.

Por isso, no mesmo evento, foi inaugurada uma Base Geodésica. Trata-se de uma Estação de Referência Ativa de Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS) que fornece as coordenadas precisas, coletam as observações dos satélites GNSS (GPS + GLONASS), continuamente, e disponibilizam (via internet, em tempo integral), informações georeferenciais e topográficas.

O Pró-reitor de Pesquisa e Inovação do IF Baiano, Vandemberg Salvador, comentou, durante a solenidade, sobre o projeto e sua importância na qualificação do conhecimento prático para os estudantes do curso Técnico em Agrimensura. “A inserção dos técnicos egressos da nossa instituição no mercado das geotecnologias - principalmente no setor primário - nas áreas de Georeferenciamento de Imóveis Rurais, Planejamento Ambiental e Agricultura de Precisão é uma das nossas metas”, reforça o Pró-reitor, que é doutor em Geografia.

A Base Geodésica poderá ser utilizada não só pelos alunos do Campus do IF Baiano em Catu, mas também, por todos os profissionais e empresas que executam esse tipo de trabalho na região, em um raio de 300 quilômetros. “Possibilitará a qualquer usuário que disponha de um receptor, pelo menos, para realizar o posicionamento relativo, ou seja, localização de algum ponto no espaço geográfico, com base em coordenadas cartográficas”, garante Salvador.

 

Diretor Alex Dias e o Pró-Reitor de Pesquisa Vandemberg Salvador


Revista Ciência Júnior

Os projetos que vêm sendo desenvolvidos no IF Baiano confirmam seu papel imprescindível no fomento e difusão de ciência e tecnologia para a sociedade. São vários os agentes envolvidos nesse processo. O Instituto tem buscado estreitar as relações entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Essa articulação estimula estudantes de todos os níveis de conhecimento.

Apesar de estender a formação pedagógica para os cursos de nível superior, o Instituto Federal Baiano ainda mantém os projetos voltados para os alunos do Ensino Médio e Técnico. Um exemplo disso são as feiras de ciência que têm difundido parte da produção científica, expandindo-a para além da sala de aula, dos próprios laboratórios e das fronteiras do campus. A 10 º Feira dos Municípios e Primeira Mostra de Iniciação Científica (10º FEMMIC), ocorrida entre 24 e 26 de agosto de 2011, congregou pesquisas de estudantes da Educação Básica e Superior da cidade de Catu e cidades adjacentes, permitindo a exposição de mais de 100 trabalhos acadêmicos de estudantes das redes pública e privada de ensino, orientados por seus professores.

A FEMMIC se constitui hoje numa das maiores feiras do estado da Bahia, congregando todos os anos resultados de pesquisas de alunos e professores de diversas instituições públicas e privadas de ensino, sendo afiliada a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE-USP), a Feira Ciência Jovem (Espaço Ciências - PE) e a  Mostra de Ciências e Tecnologia (MOSTRATEC, Fundação Liberato-RS), três das maiores Feiras de Ciências do Brasil. 

Resultante dessa iniciativa, uma ação inovadora foi realizada pelo Grupo de Pesquisa em Iniciativa de Popularização das Ciências do IF Baiano (GPEC): a edição da Revista Ciência Júnior. “Trata-se de um dos primeiros periódicos que tem como objetivo central a publicação de pesquisas de alunos e professores da educação básica e técnica, valorizando e promovendo a pesquisa como princípio educativo”, afirma o professor Marcelo Souza Oliveira, membro do GPEC e do Conselho Editorial da Revista. A Revista Ciência Júnior foi lançada na mesma ocasião de cerimônia.



Piscina Semi-Olímpica

O desenlace da fita, que até então cercava a Piscina Semi-Olímpica do Instituto e simbolizava a expectativa de inauguração, foi mais um salto importantíssimo. Com dimensões de 25m de comprimento, 12,5m de largura e 1,5m de profundidade, essa conquista faz parte do Projeto SegundoTempo, do Governo Federal, e tem também como finalidade atender crianças e adolescentes oriundos de escolas públicas do município de Catu e região, pelo período de um ano, a partir de convênio com essas Instituições de Ensino.

O prazo inicial de construção da obra foi de quatro meses, quando foi estendido para mais 60 dias, por razões técnicas do projeto. O valor orçamentário inicial foi de R$ 290.000,00, sendo adicionados mais R$ 72.480,69 – equivalentes a outros requisitos necessários para o término da obra. A piscina poderá ser usufruída pelos estudantes em sua programação curricular e até pelos próprios servidores do Instituto para realização de atividades esportivas.

 

Pedra Fundamental

O IF Baiano tem ampliado oportunidades para atender à comunidade. Na proporção do aumento do número de cursos voltados para a Educação Profissional, desde o Ensino Médio ao Ensino Superior, soma-se à quantidade de alunos ingressos na Instituição. E, para equilibrar essa demanda, a cerimônia foi marcada pelo lançamento da Pedra Fundamental de mais uma edificação no terreno. O novo prédio contará com salas acadêmicas e administrativas, biblioteca, espaços para oficinas, reservatório de águas pluviais, etc. São previstos mais de 8 milhões de reais em investimentos nas novas construções.

No ato solene, uma ‘Cápsula do Tempo’ comportou inúmeros bilhetes, escritos à mão pelos participantes do evento, que expressavam os anseios de todos para o futuro do IF Baiano naquele campus. Objetos como camisetas, crachás, jornais do dia, revistas e moedas também foram embalados.  Em um ato simbólico, ela foi conduzida até a mesa de honra pelo estudante do curso Técnico em Agropecuária, José Ramos Araújo dos Santos, simbolizando os alunos do Ensino Básico. O “recipiente dos sonhos” foi fechado pelo reitor e pelo diretor do Campus, que a entregou ao estudante de Licenciatura em Química, Pablo Santos Dantas. O discente a conduziu, seguido por um cortejo, até o terreno onde será construído mais um pavilhão educacional do Campus. Só então a cápsula do tempo foi depositada numa urna de concreto para ser reaberta daqui a 10 anos.


Após a solenidade das inaugurações e lançamentos, um almoço de confraternização foi servido a todos no refeitório do Campus, que produz boa parte dos gêneros alimentícios. Por volta das 14 horas, ao som da música dos professores Carlos Ailton e Rubens, o evento foi encerrado.

 

Parte dos alimentos é produzida no próprio campus

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