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Campus Santa Inês conclui projeto que incentiva participação feminina na produção de mudas e beneficia famílias do município
Atualizado em 12 de junho de 2026 às 11:54 horas | Publicado em 12 de junho de 2026 às 11:51 horas

O IF Baiano – Campus Santa Inês realizou na última quarta-feira, 10 de junho, a culminância do projeto “Viveiro de Mudas: Inserção de Mulheres na Produção de Mudas Utilizando Resíduos de Origem Animal”, desenvolvido no âmbito do Programa Ciência por Elas, vinculado ao Edital nº 221, de 13 de outubro de 2025. A iniciativa foi coordenada pela professora doutora Viviane Correa Santos e contou com a participação de estudantes dos cursos Técnico Integrado em Zootecnia, Técnico Integrado em Agropecuária e Bacharelado em Zootecnia.

Desenvolvido entre outubro de 2025 e junho de 2026, o projeto teve como objetivo promover a inserção de meninas e mulheres em atividades relacionadas à produção de mudas, além de investigar a viabilidade técnica do uso da cama sobreposta de coelhos e perus na formulação de substratos para hortaliças. A proposta buscou potencializar o uso de substratos alternativos, aproveitando recursos locais e reduzindo a dependência de insumos químicos, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e para a produção de mudas de qualidade.

Segundo a coordenadora do projeto, a participação feminina em viveiros de mudas representa um importante avanço na inclusão de mulheres em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. “As mulheres desempenham papel fundamental na produção de mudas, especialmente em iniciativas ligadas à agricultura familiar e à agroecologia, contribuindo para a segurança alimentar, a preservação de sementes e o fortalecimento da economia local”, destaca a professora Viviane.

Pesquisa, sustentabilidade e formação prática

Durante o desenvolvimento das atividades, os estudantes acompanharam o desempenho de coelhos e perus criados em sistema intensivo. A partir dos resíduos gerados, foram produzidos compostos orgânicos que passaram por processo de compostagem dentro da própria instituição, resultando em um adubo natural rico em nutrientes.

Após essa etapa, os discentes prepararam os substratos e realizaram o plantio de mudas de alface, posteriormente transplantadas para o campo. Ao final do ciclo produtivo, foram colhidas hortaliças como alface, coentro, hortelã e cebolinha, permitindo aos participantes acompanhar todas as etapas do processo, desde a produção do adubo até a colheita.

Além dos resultados técnicos e científicos, o projeto proporcionou experiências práticas de pesquisa, extensão e responsabilidade social, fortalecendo a formação acadêmica e cidadã dos estudantes envolvidos.

Doação de hortaliças beneficia famílias em situação de vulnerabilidade

Como parte da culminância do projeto, as hortaliças produzidas foram organizadas em pacotes e destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social do município de Santa Inês. A ação contou com a participação da professora Viviane, da estudante Juliana Ferreira de Almeida, do Bacharelado em Zootecnia, da estudante Angélica Lavínia Nunes Itaparica, do Curso Técnico Integrado em Zootecnia, e do servidor Silvanildo Santos.

Ao todo, 50 famílias foram beneficiadas nesta primeira etapa de doações. A coordenadora do projeto ressalta que, durante as entregas, a equipe foi recebida com manifestações de carinho e gratidão. “Frases como ‘Muito obrigada’, ‘Chegou na hora certa para o preparo do almoço’, ‘Se puderem, voltem outras vezes’, ‘Deus abençoe esta Instituição’ e ‘Tenho filhos estudando com vocês’ demonstraram o impacto social da iniciativa junto à comunidade” relatou a professora.

Experiência transformadora para as estudantes

Para a estudante Juliana Ferreira de Almeida, a experiência foi marcada pelo sentimento de realização ao ver o resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos meses chegar às famílias beneficiadas.

“Ver o resultado do meu trabalho chegando às mãos das pessoas foi, sem dúvida, a parte mais gratificante dessa jornada. Que essas mudas floresçam e produzam muitos frutos nos lares que as receberam”, afirmou.

Já a estudante Angélica Lavínia Nunes Itaparica destacou a importância de participar, pela primeira vez, de um projeto de pesquisa e extensão aliado a uma ação social. Segundo ela, a experiência representou uma oportunidade de crescimento pessoal e acadêmico. Os resultados da pesquisa desenvolvida durante o projeto serão apresentados pela estudante no Congresso de Ensino e Pesquisa do IF Baiano.

Continuidade das ações

De acordo com a coordenação, as atividades terão continuidade nos próximos meses, com previsão de novas doações e ampliação da participação das comunidades do entorno do Campus Santa Inês.

Entre as próximas ações previstas estão a realização de cursos sobre produção de mudas utilizando resíduos de origem animal e vegetal, bem como capacitações voltadas para mulheres e produtoras rurais interessadas em implantar viveiros próprios. A iniciativa busca promover segurança alimentar, educação ambiental, geração de renda e o fortalecimento de práticas agrícolas sustentáveis, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas.


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