O último evento foi uma reunião de avaliação realizada no Assentamento Rancho Alegre, na comunidade Bela Mira, em Santa Inês.
Depois de quase um ano na estrada, o “Caravana de Mulheres” encerrou as suas atividades. O projeto de extensão, fomentado pelo programa Pibiex-2018, teve como propósito contribuir com o protagonismo feminino diante da carência nos serviços de extensão rural e assistência técnica no Território de Identidade Vale do Jiquiriçá, mirando a produção de alimentos e o desenvolvimento de práticas solidárias. O último evento foi uma reunião de avaliação realizada no Assentamento Rancho Alegre, na comunidade Bela Mira, em Santa Inês.
O projeto, que teve a orientação da professora do IF Baiano Campus Santa Inês, Rita Garcia, utilizou a metodologia “camponês a camponês” aproximando-se das ideias do educador Paulo Freire que defende relações horizontais entre o educador que aprende e o educando que ensina. “Durante a aplicação da metodologia foi possível ver a generosidade das mulheres ao partilhar com as visitantes seu modo de fazer o trabalho que garante a sobrevivência da sua família. A metodologia “camponês a camponês” pode contribuir com a ampliação das possibilidades de capacitação e desenvolvimento de trabalhos coletivos”, destacou a professora Rita Garcia.
Foram selecionadas quatro experiências produtivas no Território para realização da troca de saberes: Panificação, na Associação dos Moradores da Região do Fojo (Mutuípe); Produtos da amêndoa do cacau, na Associação de Mulheres de Duas Barras do Fojo (Mutuípe); Doces Artesanais (campus Santa Inês) e Produção de farinha e fécula de araruta na Associação do Projeto de Assentamento Força Jovem (Ubaíra). Participaram do “Caravana de Mulheres” três estudantes de graduação e 45 mulheres moradoras de oito comunidades.
Ao fim do projeto, foi possível ver a satisfação de cada mulher que teve a oportunidade de aprender e partilhar com o Caravana. “Quero aprender mais pra ensinar mais”, comentou Maria José Pimentel, do Força Jovem-Ubaíra. Já dona Raimunda Santos, também do Força Jovem-Ubaíra, destacou o trabalho do IF Baiano junto às comunidades. “O IF Baiano está fazendo um trabalho perto, que parece uma assistência técnica”. A feirante, dona Rosenilda Barbosa, comemorou o aprendizado adquirido: “Melhorei minha forma de fazer pães e estou disposta a ensinar”. Já Maria de Jesus, do Comum da Carlota-Ubaíra, pensa nos próximos passos para dar continuidade ao trabalho. “Nossa comunidade tem mulheres interessadas em formar uma associação e iniciar uma produção”. Dona Maria da Glória Pereira, do São Paulino, tem no quintal de casa o resultado do projeto. “Tenho araruta no meu quintal que foi plantada com mudas da primeira oficina que participei”.
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